Bomber – a história dos casacos icónicos

Usado pelos ícones dos anos 60 e 70 que ainda hoje acabam por ser uma referência de estilo, estes casacos chamados bomber, por mais décadas que passem nunca saem de moda. São reinventados todos os anos por alguns dos principais fashion designers mas são os clássicos que nos conquistam em absoluto.

O bomber é uma das peças mais conhecidas e usadas no dia a dia e, provavelmente, uma das peças militares com maior sucesso que passou a população em geral. Este casaco tem uma história rica que começa na sua origem militar mas que passa pelas diferentes subculturas urbanas como a punk, os skinheads, as comunidades gay nos anos 80 e recentemente as marcas mais conhecidas e de segmento bastante alto. A versatilidade desta peça conquistou os diferentes movimentos e subculturas o que faz dele uma peça bem conhecida e uma das mais desejadas no streetwear. Não são uma tendência mas sim uma peça intemporal e obrigatória – ou incontornável – no guarda-roupa.

Para falarmos aqui da história dos bomber, teremos de recuar à Primeira Grande Guerra Mundial quando viajar de avião era para os combatentes e os cockpits eram abertos. Imaginam-se num daqueles aviões abertos a levar com vento e temperaturas bastantes baixas? Claro que estes casacos eram construídos para um propósito técnico e por isso mesmo teriam de ser quentes tendo sofrido até algumas transformações dando origem a diferentes modelos. Os primeiros a surgir, por volta de 1915, eram em couro bastante resistente para aguentar as condições mais difíceis.

Apesar de terem sido os US Army a popularizar este casaco, só mais tarde chegou aos EUA, por volta de 1917, e passou de imediato a ser uma peça importante do uniforme. Já em 1932, surge o famoso modelo A2 que deverá ser o modelo mais conhecido. Era tão resistente que ainda hoje existem casacos originais em boas condições.

A partir de aqui, este casaco viu várias alterações que foram desde a gola de pêlo, o casaco em algodão com pequenas aplicações em pele para segurar as máscaras de oxigénio; tudo isto ajudou os pilotos a aguentar as condições bastantes difíceis por que passavam nos seus voos em altas altitudes. O MA-1, por exemplo, com a gola em pêlo servia de protecção para as fitas do pára-quedas, e tinha também o interior em laranja para ser mais visível em caso de acidente.

Foi em 1950 que estes casacos começaram a tomar as ruas. Logo após as guerras do Vietnam e Coreia as pessoas começaram a usar por serem quentes e por aguentarem condições bastante severas. À medida que mais civis adoptavam esta peça, ela passa de um propósito técnico para o universo de moda e entre os anos 60 e 80 atravessa o período em que se torna realmente uma tendência até aos dias de hoje.

Agora contem-nos vocês através dos comentários, que modelos preferem: os clássicos ou estas versões mais contemporâneas?